domingo, 15 de fevereiro de 2009

A INTEGRAÇÃO DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA NA FORÇA AÉREA

A integração dos CET na FAP vai ao encontro da necessidade de realizar uma formação cada vez mais exigente, que se prolonga ao longo de toda a vida. Só uma formação permanente pode responder às exigências da instituição e às exigências sociais impostas pela evolução científica e tecnológica dos nossos dias.
A presente reflexão resulta da leitura e análise dos documentos sugeridos, mas, também, da experiência enquanto instrutor de disciplinas com uma forte componente tecnológica, no Núcleo de Electrotecnia do CFMTFA, e em instituições de formação profissional civis.
Assim, do ponto de vista da FAP, penso que a integração dos CET significa uma aposta numa formação técnica de alto nível, com um reconhecimento efectivo não só dentro da instituição como fora. Os CET permitem, ainda, conciliar o conhecimento e a qualificação no desempenho profissional, sendo uma mais-valia na formação dos nossos profissionais.
Para além do que foi dito no parágrafo anterior, a integração dos CET na FAP funcionaria ainda, como incentivo à vinda de novos militares. A falta de meios humanos, principalmente a nível da manutenção, deve-se, em grande parte, à não certificação e ao não reconhecimento técnico da formação realizada.
Porém, por outro lado, não se pode esquecer que os CET, a aplicar-se relativamente ao CFP, representam um investimento em profissionais que, a longo prazo, não servirão a FA, uma vez que, acabados os contratos, procurarão outras ofertas de emprego ou seguirão cursos superiores. Assim entendida, a integração dos CET passaria a significar a consideração da FAP como, apenas, uma instituição de formação. Uma solução para esta questão é a integração dos CET ao nível do CFS, por exemplo.
Sugeria, neste contexto, ser atribuída uma certificação profissional nível 3 (três) aos militares que concluam o curso de formação de praças, e uma certificação profissional nível 4 (quatro) aos militares que concluam o curso de sargentos do quadro permanente. Claro que para tal, toda a estrutura curricular dos cursos em questão teria que ser revista e modificada, de acordo com a legislação.
O processo de integração dos CET na FA deve ser avaliado e analisado nas suas diversas variantes, tendo sempre presente que é fundamental garantir uma cada vez maior qualificação profissional e uma formação capaz de responder aos desafios da FA, mas também da sociedade actual.

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